Luxemburgo como porta de entrada para o mercado Europeu

Logística de distribuição, otimização fiscal e subsídios governamentais na Bélgica estão favorecendo empresas brasileiras na expansão internacional de seus negócios. A região pode servir como ponto estratégico para o escoamento internacional da produção brasileira, devido a sua condição de pólo logístico, oferecendo vasta infra estrutura e dinamismo operacional, com rodovias, ferrovias, portos e aeroportos conectados de forma rápida e eficiente à diversas cidades centrais da Europa e reduzido tempo de trânsito aos mercados adjacentes como Oriente Médio, Ásia e África.

No entanto, entre alguns fatores, as notícias sobre crise econômica na União Européia assustam o brasileiro que já tem intenção em se internacionalizar, fazendo com que ele procure outros mercados sem saber que “é em época de recessão que nascem as grandes oportunidades”, como disse Mauro J. Corbelline, coordenador de promoção industrial e comercial da Secretaria da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul. O grande desafio está em levar as soluções aos empresários, visto que a cultura de internacionalização do pequeno e médio empresariado brasileiro ainda é carente de informações para construção de estratégias competitivas dentro de um cenário de crise mundial, e portanto limitada em suas iniciativas. Uma clara visão de que as oportunidades estão na região, é o fato constatado pelo estudo de mercado da Agência Brasileira de Promoção de Exportações sobre o crescimento de 10,91% da participação das exportações do México no setor de higiene pessoal e cosméticos no Reino Unido, entre os anos de 2005 e 2010. Em complemento aos dados, é interessante ressaltar que México e Brasil possuem práticas produtivas similares. Mas não estamos tão atrás. Há uma série de empresas principalmente originárias do sudeste do Brasil que já possuem sedes subsidiárias no exterior, representando, mesmo que em pequena monta, um estágio mais avançado da transformação do negócio brasileiro em uma instituição internacionalizada.

Com essa visão, a Agência de Exportação e Investimentos Estrangeiros da Valônia criou um programa para atração de empresas da América Latina para as quais oferecem uma gama de benefícios, como escritórios “plug and play” dentro de sua sede em Arlon, na região da Valônia, que abrigará as empresas inscritas no programa por seis meses, com possibilidade de renovação de contrato por até doze meses durante o processo de implantação de seu projeto de internacionalização. Nessas condições, as empresas contarão com acompanhamento profissional especializado, que fornecerá assistência nas questões jurídicas, fiscais, comerciais e logísticas necessárias para o desenvolvimento das operações no mercado europeu. Em sua segunda missão internacional ao Brasil, a parceria PwC e IDELUX passa pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, em busca de empresas que desejam participar do programa de acesso facilitado. A delegação estará em Curitiba entre os dias 22 e 24 de outubro, realizando apresentações mais aprofundadas sobre o mecanismo de otimização fiscal e subsídios governamentais que minimizam os valores de investimento necessário e promete a redução de custos para as exportações.

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